Sunday, November 16, 2008
Elio Gaspari: Promessa tóxica
O bilhete único, instituído em São Paulo em 2004 e adotado em todas as grandes capitais do Brasil, tornou-se uma forma de engodo no Rio.
O governador Sérgio Cabral prometeu concluir os estudos para a criação do bilhete único no final deste ano. Nada. Eduardo Paes fez da nova tarifa um compromisso de campanha. Agora, anunciase que ela será implementada aos poucos, com a construção de pequenos terminais. (Em São Paulo e Nova York, o bilhete único não precisou de terminais.) Para bom entendedor, meia promessa basta. A tarifa que permite baixar o custo do transporte virá aos poucos, mas a licitação para a construção de pequeno$ terminai$ virá logo.
Friday, November 14, 2008
O pecado de Costin
"Cláudia Costin, secretária da Administração e do Patrimônio, foi uma das criadoras dos programas de demissão voluntária (os PDVs) (...) No dia 31 de janeiro passado, Costin aderiu a um PDV, mas isso não significou que saiu da folha de pagamento do governo - continua recebendo o salário de secretária, de R$ 6.400. Ela rescindiu seu contrato de trabalho com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e recebeu R$ 63.657,76 para sair do emprego."
"Os PDVs oferecem um pagamento adicional, para que os funcionários deixem o emprego, maior que a indenização que receberia se fosse simplesmente demitido. No caso de Cláudia Costin, o incentivo foi inócuo por duas razões. Ela tinha peso zero na folha de pagamento do Serpro, pois desde 1991, quando foi cedida para o Executivo, o governo federal reembolsava a empresa estatal pelo salário pago à funcionária. Trinta dias antes de aderir ao programa, foi nomeada e empossada na Secretaria da Administração e do Patrimônio para o segundo mandato do presidente Fernando Henrique. Mesmo demitida do Serpro, Costin continua trabalhando e recebendo dos cofres públicos."
"Seu marido, Nabuco Barcellos, entrou na empresa em agosto de 1968. Tinha mais de 30 anos de serviço. Recebeu ao todo R$ 270 mil (incluindo FGTS e outras vantagens) para deixar o serviço público. Não deixou. É hoje diretor da Dataprev, estatal do Ministério do Trabalho e Emprego, com salário mensal de R$ 8.500. Com exceção do Serpro, nenhuma empresa pública ou privada contempla em um PDV empregados que estão às vésperas de se aposentar, como era o caso de Nabuco."
Wednesday, November 12, 2008
Hay gobierno (de Paes), soy contra
Paes fez comentário descontraído usando o nome de seu adversário nas eleições, Fernando Gabeira (PV). “É tanta pressão que venho sofrendo nesse período de transição, que se meu amigo Gabeira estivesse aqui, no meu lugar, já teria descido várias vezes para fumar um baseado”, afirmou. Procurado por O DIA, Gabeira não quis comentar as declarações de Paes.
É uma vergonha um prefeito eleito ainda manter a campanha negativa e mentirosa contra o ex-adversário. Depois da campanha de Paes para prefeitura decidi que nunca votaria nele para nada. Hoje estou convencido que sempre que Paes for candidato farei campanha contra.
Friday, November 7, 2008
Jandira Feghali
"O prefeito eleito, por não ter contado com o apoio de intelectuais e artistas eleitores da cidade, resolveu se vingar indicando a médica Jandira Feghali para Secretaria de Cultura. O Rio reúne a maior concentração de profissionais ligados à cultura do país, não pode ser punido dessa forma. Essa indicação só pode ser por vingança. ANTONIO JORGE ALABY PINHEIRO"
"É revoltante o anúncio pelo prefeito eleito, Eduardo Paes, da nomeação da candidata derrotada Jandira Feghali para a Secretaria de Cultura. Há dois anos, o eleitor do Rio de Janeiro rejeitou a candidatura de Jandira para o Senado. Após a derrota, ela arranjou uma Secretaria na prefeitura de Niterói. De lá, saiu para ser candidata à prefeitura do Rio.
Rejeitada novamente pelo eleitorado, está agora arrumando uma nova secretaria, desta vez, a de Cultura do Rio. A tática parece ser essa: apresentar-se sempre como candidata para, depois da derrota, negociar um bom emprego público. O dramático é que a vontade do eleitorado nunca é respeitada, pois, apesar de rejeitar sempre as candidaturas de Jandira, nunca consegue se livrar dela. BRUNO N. BONVINI Niterói, RJ"
Família de Paes mudou para São Paulo.
"O último a sair...
Eduardo Paes disse ontem na Associação Comercial que vários parentes seus deixaram a cidade por causa da violência. Todos foram para São Paulo."
Os familiares de Paes estão certos de fugir de um estado governado pelo PMDB. Ainda mais agora com o PMDB na prefeitura. Ate o Sergio Cabral ta fugindo do Rio!
Tuesday, November 4, 2008
Dom Eusébio Scheid, por qué no te callas?
Para piorar o cardeal disse:
"Isso é uma luta difícil, dado que havia um candidato que se declarava a favor da liberação da droga. Isso é inadmissível em um estado que se queira dizer democrático, e muito menos em uma cidade como o Rio de Janeiro que precisa de tudo menos disso. Liberar a droga dizendo que isso é uma solução é desumanizante. Não é só desumano"
Ele não leu "Paes já defendeu a liberação da maconha", pior ele não leu Cabral defendendo a liberação das drogas e do aborto (Globo)? Liberar as drogas é "é inadmissível em um estado que se queira dizer democrático", Holanda é o que seu analfabeto político?
Como diria Juan Carlos, Dom Eusébio por qué no te callas?
Monday, November 3, 2008
Dudu ta perdendo a base de apoio
O vereador eleito Cristiano Girão (PMN) que fez carreata e corpo a corpo com Paes em Gardênia Azul.
Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho (PMDB), do partido de Paes. Ele tem um centro social que foi usado para atrair votos para Paes (link)
Natalino Guimarães. Trabalhou em 1996 como assessor especial de Paes. Em agosto a ALERJ votou para decidir se Natalino deveria ou não continuar preso. Foram 5 votos favoráveis a Natalino, 3 do PMDB! Alvaro Lins (PMDB), Aníbal (PHL), Dica (PMDB), Domingos Brazão (PMDB), Marcos Abrahão (PSL).
Epaminondas de Queiroz. É ligado a Fernando Moraes que fez carreata com Paes e circularam juntos em carro aberto, vale ler o JB
Geiso Pereira Turques (PSC). Partido da base de Paes, pelo que entendi no 1o turno apoiou Crivella
Sempre vale lembrar o video no You Tube em que Paes fala sobre milícias.
Leonardo Boff: Política de mentes partidas
Leonardo Boff (Teólogo)
Não sabemos o que é pior no Rio de Janeiro: se a cidade partida entre favela e asfalto ou a política conduzida por mentes partidas entre sociedade e partidos. Mentes partidas são as dos políticos que se orientam mais pelos interesses dos partidos (partido é sempre parte) do que pelos interesses gerais da sociedade. O que assistimos nas últimas eleições para prefeito da cidade foi o predomínio soberano da mente partidária e da convicção ilusória de que os graves problemas da cidade se resolvem a partir da máquina do poder federal, estadual e local. É a velha fórmula que nunca deu certo: esperar as soluções que vêm de cima, da articulação dos poderes públicos, deixando à margem a sociedade e o poder da cidadania.
A gravidade da crise econômica, política, sanitária, educacional e de segurança da cidade que um dia foi “maravilhosa” e cheia de glamour exige uma nova forma de governar, uma alternativa de poder. Não pode ser mais do mesmo. Quer dizer, mais poder de cima para baixo, mais articulação entre os partidos, mais policia e mais repressão. A solução possível só pode vir de baixo para cima. Vale dizer, mais poder no meio do povo, mais envolvimento das comunidades e dos movimentos, mais participação dos cidadãos. O estado deve realizar radicalmente sua natureza e missão: ser a instância delegada do poder popular, o articulador das forças sociais e políticas em vista do bem de todos. O estado tem que se convencer de que não está acima nem de costas dos cidadãos. Ele é seu servidor. A impressão que temos é de que o povo, a cada quatro anos, tem o direito de escolher o seu ditador. Uma vez eleito, o cadidato faz uma política de ditador, palaciana e somente com os pares. A centralidade não é ocupada pelo povo. Geralmente se faz uma política pobre para com os pobres e rica para com os ricos. Essa é a grande partição que aprofunda o apartheid social vigente na cidade.
Assistimos nas últimas eleições o confronto de dois paradigmas politicos. Por um lado, Fernando Gabeira, vindo de larga experiência no exterior, líder do movimento ecológico, da democracia participativa, numa palavra, representante do pensamento alternativo e da política da democracia sem fim. Inaugurou uma forma nova de fazer campanha política ao redor de promessas às quais foi sempre fiel: não sujar a cidade com outdoors de sua imagem, transparência quanto aos doadores de campanha e jamais fazer acusações ao adversário. O outro, Eduardo Paes, com a maioria dos partidos que o apoiaram, representava a visão velhista e a confiança ingênua de que com as bênçãos e os gestos de subserviência aos poderes de cima - estadual e federal - teria a chave de solução para drama político-social da cidade. Os métodos de campanha foram os mais tradicionais e reprováveis: difamação, panfletos anômicos acusatórios e golpes baixos nos debates públicos.
A miopia dos partidos-parte, muitos deles de esquerda, impediu de ver por onde passava o novo, a alternativa possível que poderia criar um exercício de poder diferente, capaz de suscitar um horizonte de esperança na população e o encaminhamento das complexas questões da cidade.
Não se há de minizar a esperteza politica do governador, própria de uma mente partida, de antecipar o feriado para segunda-feira, quando as eleições se realizariam no domingo. Ele sabe do desinteresse político de tantos que ao invés de votar, preferem sair da cidade para o lazer. Cerca de um milhão de pessoas deixou de comparecer às urnas. Aí estariam seguramente os 54 mil votos que faltaram à vitória da proposta alternativa de Gabeira. Bem comentava um taxista indignado: “fomos governados, por anos, por um garotinho, agora seremos por um rapazinho; o Rio merece destino melhor.”
Só nos resta desejar ao novo prefeito que faça uma administração que supere a partição social e devolva à cidade a visão encantada de mundo que a faz ser maravilhosa.
Sunday, November 2, 2008
Augusto Nunes: O prefeito eleito precisa reaprender a ficar de pé

Cada dia gosto mais do Augusto Nunes, que escreve no JB. Segue parte da coluna de hoje:
A primeira frase do pronunciamento do prefeito eleito obedeceu ao manual da velha política. "Dedico a vitória ao governador Sérgio Cabral", a criatura reverenciou o criador. As palavras seguintes rasgaram o script. Em vez de agradecer aos eleitores, Eduardo Paes orou aos pés do altar do santo padroeiro: "Quero agradecer ao presidente Lula, que soube superar os obstáculos que eventualmente existiram entre nós no passado". Um dos "obstáculos" (que talvez nem tenham existido, ressalva o "eventualmente") foi a acusação reiterada incontáveis vezes pelo deputado do PSDB: "O presidente Lula é o chefe da quadrilha do mensalão".
Já transformado em elogio da vassalagem, o que deveria ser o discurso de vitória afagou no verso seguinte o Primeiro Casal: "O presidente e a primeira-dama, dona Marisa, foram meus apoiadores", arrojou-se ao chão o prefeito eleito. Como Marisa Letícia da Silva não vota no Rio, nem deu as caras durante a campanha, pode-se deduzir que a mulher de Lula ainda não perdoou o feroz parlamentar que, na bancada tucana da CPI dos Correios, acusou seu marido de delinqüente e tentou colocar no banco dos réus o primogênito Lulinha. As súplicas contidas na carta sigilosa enviada a Marisa não surtiram o efeito desejado. Mas Paes não vai desistir.
Ao longo da semana, ele deixou claro que topa qualquer humilhação para redimir-se do que virou pecado. Na quinta-feira, ao sair da audiência com Lula no Planalto, fez de conta que o mensalão nunca existiu. Horas depois, ao percorrer o Congresso em companhia do governador Sérgio Cabral, ouviu a ordem do padrinho quando a dupla topou com o senador José Sarney: "Cumprimenta o nosso mestre, beija a mão dele". Com amáveis tapinhas na mão de Paes, Sarney impediu que se consumasse o gesto indecoroso.
Se não conseguir ficar de pé antes da posse, o prefeito eleito se transformará no primeiro a governar o Rio de joelhos.
Ancelmo Gois
Mesmo abertas as urnas e proclamado o resultado da eleição, Eduardo Paes parece não ter largado os panfletos. Por onde passou ontem no Congresso, falou mal de Fernando Gabeira. Dizia que ele sempre foi do baixo clero e que não saía do fundo do plenário.
Mentiras Políticas
"A pedido do GLOBO, a prefeitura e especialistas de diversas áreas estimaram o valor de compromissos assumidos pelo futuro chefe do Executivo, mesmo naqueles casos em que a maior parte dos recursos sairia da União e do estado. O cálculo mostra que somente 24 propostas somam, juntas, R$ 15,8 bilhões (...)
O caixa municipal deve iniciar 2009 com uma estimativa de investimento de R$ 744 milhões, muitos dos recursos já vinculados a projetos em andamento."
Uma pensa esse estudo não ter sido feito antes das eleições. Temos que aprender a cobrar coerência dos políticos. Temos que identificar os candidatos que mentem. Temos que fiscalizar os eleitos. Estou aqui para isso, fiscalizar Paes, Cabral, Lula, Crivella...
Thursday, October 30, 2008
Elogio ou Denúncia?
"Paes, na medida do possível, nomearia representantes de partidos que têm cargos correspondentes nos governos federal e estadual. O PSB, por exemplo, que ocupa o Ministério e a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, ficaria com o mesmo setor.
Isso favoreceria o entendimento e a liberação de verbas: os recursos seriam para um correligionário. "
Nada pode ser menos republicado que isso. O prefeito que fala abertamente em favorecimento. Será que as construtoras para ganhar contratos também vão ter que ser alinhadas com o senhor Eduardo Paes?
Wednesday, October 22, 2008
Sambista e Suburbano
Como é possível isso? Paes vem fazendo uma campanha negativa na zona Oeste. São tantas as ligações de Paes com panfletos instigando o ódio a Gabeira: “TRE acha adesivos (Sou suburbano com muito orgulho) contra Gabeira em comitê de Paes”, “Panfletos contra Gabeira encontrados juntos com panfletos de Eduardo Paes”, “Movimento contra Gabeira chega à campanha de Paes”.
É uma vergonha, Paes esta tentando jogar uma parte da população contra Gabeira. Qual a base disso? Uma conversa que ele teve ao telefone e foi escutada por jornalista. Na conversa ele criticava uma vereadora. Nunca existiu uma critica a Zona Oeste.
Paes continua tentando criar intrigas: “Paes acusa Gabeira de preconceito contra sambistas”. A frase foi uma brincadeira de Gabeira:
“(Paes) tinha conseguido atrair um grupo de sambistas para uma feijoada”
Onde esta o preconceito? É mais uma de Paes para jogar a população contra Gabeira. Mais uma vergonha, mais um golpe baixo de Paes. Aposto que isso vai ser usado em discursos na Zona Oeste para uma população desinformada.
Tem mais!!!! “Paes diz que Gabeira mentiu sobre prostituição, tráfico de mulheres e corrupção de menores em debate”. Esse foi o tema de uma pergunta que Paes fez no debate da Record e de panfletos que uma aliada dele divulgou (Globo). Como alguém pode mentir tanto? Segue o depoimento de um jurista
Se vc ainda tem duvida da forma Paes de fazer campanha que tal ler: “Comitiva de Gabeira é perseguida por carro de som de Paes na Zona Oeste”.
O eleitor que não cair nisso vai votar Gabeira. Gabeira é o melhor para o Rio.