Wednesday, November 5, 2008
Tuesday, November 4, 2008
Dom Eusébio Scheid, por qué no te callas?
Para piorar o cardeal disse:
"Isso é uma luta difícil, dado que havia um candidato que se declarava a favor da liberação da droga. Isso é inadmissível em um estado que se queira dizer democrático, e muito menos em uma cidade como o Rio de Janeiro que precisa de tudo menos disso. Liberar a droga dizendo que isso é uma solução é desumanizante. Não é só desumano"
Ele não leu "Paes já defendeu a liberação da maconha", pior ele não leu Cabral defendendo a liberação das drogas e do aborto (Globo)? Liberar as drogas é "é inadmissível em um estado que se queira dizer democrático", Holanda é o que seu analfabeto político?
Como diria Juan Carlos, Dom Eusébio por qué no te callas?
Danuza Leão: A vitória de Gabeira
NA NOITE DO domingo da eleição, o Rio de Janeiro, que é uma cidade tão festeira, estava silenciosa e deserta. Poucos carros na rua, buzinas zero, e nos bares e restaurantes vazios, o clima era de um quase luto. Ok, estou falando da zona sul, onde Gabeira era o favorito, mas na zona norte não foi muito diferente -a não ser no comitê eleitoral de Eduardo Paes, é claro.
Mas a derrota de Gabeira teve sabor de vitória. Usando o que disse o grande Cony, Gabeira como prefeito seria um desperdício. Ele merece e tem capacidade para muito mais, pois sua visão do mundo é completa, não apenas municipal, a visão deste mundo ao qual pertencemos e pelo qual também somos responsáveis.
Talvez, depois de 16 anos de Cesar Maia, o Rio não merecesse ainda ter um prefeito como Gabeira.
Como as coisas, sobretudo em política, demoram a mudar, Eduardo Paes, que é a continuação perfeita de Cesar Maia -de quem, aliás, é cria-, foi eleito não por ele mesmo, mas pela máquina -e uma máquina pesada. E bem ajudado pelo feriadão de segunda-feira, quando alguns menos politizados aproveitaram para fazer um longo fim de semana, no lugar de votar. Mas, segundo "O Globo" da última terça-feira, Gabeira tem sido aclamado nas ruas e até na feira como se tivesse sido o candidato eleito.
Uma amiga me contou que para entrar no restaurante onde ele almoçava foi um tumulto, e que as pessoas se debruçavam nas janelas gritando seu nome.
Tendo oferecido sua vitória a Sergio Cabral e a Lula, Paes ficou refém dos dois -a não ser que daqui a algum tempo mude novamente de partido (seria o nono). Mas não só deles: também do vereador Babu, entre outros. Mas os 49,17% que não votaram nele estão de olho.
Eu adoro a minha cidade; mas Sergio Cabral com seu risinho simpático e "ishperto" de carioca que gosta de samba, futebol e praia, nunca me enganou. E o novo prefeito mauricinho tampouco. Torço para que a cidade melhore, mas só vejo Cabral viajando, e com a ambição de ser vice-presidente, e em Paes, a de ser governador.
Mas vamos supor, apenas supor, que Eduardo Paes tenha as condições para ser um prefeito maravilhoso; mas tive a visão clara do que vai ser essa prefeitura quando vi pela televisão a comemoração. No lugar de olhar para Paes e Cabral, fiquei observando os correligionários que os cercavam, e vi ali o que há de pior na política brasileira; uma gentalha que há anos consegue continuar no poder, e me pergunto como. Só de ver essa gente dá para saber que não vai dar certo, e que os três unidos -Lula, Cabral e Paes- vão fazer o que bem quiserem com o nosso Estado, com a nossa cidade, com os nossos impostos.
Nosso consolo é saber que Gabeira, sem dinheiro, sem partidos o apoiando, sem a famosa máquina administrativa, sem panfletos, sem camisetas, com um discurso limpo, claro, ético, tocou o coração dos cariocas, que já estão cansados de tanta politicalha e tanta falta de vergonha na nossa cidade e no nosso Estado.
Meu próximo voto será novamente para Gabeira -seja lá para o que for.
PT e PMDB
Vamos a materia, em vermelho meus comentarios.
"Na tentativa de ter maior controle dos postos de comando do PMDB, a bancada do partido no Senado já vive intensa movimentação para a próxima dança das cadeiras. Está em negociação, entre outras mudanças, a ida do atual líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) (prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional no caso Frangonorte, Jucá confirma ter indicado diretor dos Correios preso pela PF), para a presidência do partido, no lugar do deputado Michel Temer (SP) (que queria crar cotas para parentes, e queria dar super poderes aos escritorios de advocacia), a partir do ano que vem. Outra, mais polêmica, trata da reabilitação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) (do escândalo envolvendo uma amante e o lobista, que entrou pobre na política e hoje é milionário), que gostaria de reassumir a liderança do partido na Casa, em fevereiro."
Pensa que é so isso? Tem mais! João Paulo (PT) de volta aos holofotes
Fugindo dos holofotes desde que foi revelado como um dos 40 integrantes da quadrilha do mensalão do PT, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) (aquele que deu a conta de publicidade da câmara para Marcos Valerio, que sacou 50 mil da conta de Valerio na Banco Rural, que ganhava passagens de Valerio) está sendo reabilitado politicamente pela base governista, com o respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (aquele que ate hoje não pagou os 5 milhõe que deve a Marcos Valeiro) e do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) (que era contra a divulgação da lista que informava quem tem lista suja). Ele teve seu nome ratificado por Chinaglia como relator da MP 443, a mais importante do pacote anti-crise, que permite aos bancos oficiais comprar bancos menores que estejam em dificuldade.
Inocentado pelo plenário da Câmara, João Paulo é réu na ação penal instaurada pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ontem, ele passou o dia em reuniões no Ministério da Fazenda e na Caixa Econômica Federal.
A tentativa de reabilitação de João Paulo segue estratégia que já incluiu o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci (PT-SP) (o que ele fez com o caseiro foi perseguição de mais baixo nivel, pior era o caseiro da turma da Leão Leão), que renunciou após o escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Pallocci foi indicado como presidente da Comissão Especial da reforma tributária. Com ele, assumiu a relatoria da reforma o deputado Sandro Mabel (PR-GO) (o que queria pagar 1 milhão + 30 mil mensais para Raquel Teixeira ir para o PL, acusado de Crime Contra a Ordem Tributária, feito de trouxa pelo CQC), também envolvido no escândalo do mensalão, mas absolvido pela Câmara."Isso me lembra a triste reportagem:
"Após defender Severino, Lula defende Renan Calheiros e volta a criticar oposição"
Pais sem memoria, da uma olhada em http://oglobo.globo.com/pais/escandalos/
Monday, November 3, 2008
Dudu ta perdendo a base de apoio
O vereador eleito Cristiano Girão (PMN) que fez carreata e corpo a corpo com Paes em Gardênia Azul.
Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho (PMDB), do partido de Paes. Ele tem um centro social que foi usado para atrair votos para Paes (link)
Natalino Guimarães. Trabalhou em 1996 como assessor especial de Paes. Em agosto a ALERJ votou para decidir se Natalino deveria ou não continuar preso. Foram 5 votos favoráveis a Natalino, 3 do PMDB! Alvaro Lins (PMDB), Aníbal (PHL), Dica (PMDB), Domingos Brazão (PMDB), Marcos Abrahão (PSL).
Epaminondas de Queiroz. É ligado a Fernando Moraes que fez carreata com Paes e circularam juntos em carro aberto, vale ler o JB
Geiso Pereira Turques (PSC). Partido da base de Paes, pelo que entendi no 1o turno apoiou Crivella
Sempre vale lembrar o video no You Tube em que Paes fala sobre milícias.
Leonardo Boff: Política de mentes partidas
Leonardo Boff (Teólogo)
Não sabemos o que é pior no Rio de Janeiro: se a cidade partida entre favela e asfalto ou a política conduzida por mentes partidas entre sociedade e partidos. Mentes partidas são as dos políticos que se orientam mais pelos interesses dos partidos (partido é sempre parte) do que pelos interesses gerais da sociedade. O que assistimos nas últimas eleições para prefeito da cidade foi o predomínio soberano da mente partidária e da convicção ilusória de que os graves problemas da cidade se resolvem a partir da máquina do poder federal, estadual e local. É a velha fórmula que nunca deu certo: esperar as soluções que vêm de cima, da articulação dos poderes públicos, deixando à margem a sociedade e o poder da cidadania.
A gravidade da crise econômica, política, sanitária, educacional e de segurança da cidade que um dia foi “maravilhosa” e cheia de glamour exige uma nova forma de governar, uma alternativa de poder. Não pode ser mais do mesmo. Quer dizer, mais poder de cima para baixo, mais articulação entre os partidos, mais policia e mais repressão. A solução possível só pode vir de baixo para cima. Vale dizer, mais poder no meio do povo, mais envolvimento das comunidades e dos movimentos, mais participação dos cidadãos. O estado deve realizar radicalmente sua natureza e missão: ser a instância delegada do poder popular, o articulador das forças sociais e políticas em vista do bem de todos. O estado tem que se convencer de que não está acima nem de costas dos cidadãos. Ele é seu servidor. A impressão que temos é de que o povo, a cada quatro anos, tem o direito de escolher o seu ditador. Uma vez eleito, o cadidato faz uma política de ditador, palaciana e somente com os pares. A centralidade não é ocupada pelo povo. Geralmente se faz uma política pobre para com os pobres e rica para com os ricos. Essa é a grande partição que aprofunda o apartheid social vigente na cidade.
Assistimos nas últimas eleições o confronto de dois paradigmas politicos. Por um lado, Fernando Gabeira, vindo de larga experiência no exterior, líder do movimento ecológico, da democracia participativa, numa palavra, representante do pensamento alternativo e da política da democracia sem fim. Inaugurou uma forma nova de fazer campanha política ao redor de promessas às quais foi sempre fiel: não sujar a cidade com outdoors de sua imagem, transparência quanto aos doadores de campanha e jamais fazer acusações ao adversário. O outro, Eduardo Paes, com a maioria dos partidos que o apoiaram, representava a visão velhista e a confiança ingênua de que com as bênçãos e os gestos de subserviência aos poderes de cima - estadual e federal - teria a chave de solução para drama político-social da cidade. Os métodos de campanha foram os mais tradicionais e reprováveis: difamação, panfletos anômicos acusatórios e golpes baixos nos debates públicos.
A miopia dos partidos-parte, muitos deles de esquerda, impediu de ver por onde passava o novo, a alternativa possível que poderia criar um exercício de poder diferente, capaz de suscitar um horizonte de esperança na população e o encaminhamento das complexas questões da cidade.
Não se há de minizar a esperteza politica do governador, própria de uma mente partida, de antecipar o feriado para segunda-feira, quando as eleições se realizariam no domingo. Ele sabe do desinteresse político de tantos que ao invés de votar, preferem sair da cidade para o lazer. Cerca de um milhão de pessoas deixou de comparecer às urnas. Aí estariam seguramente os 54 mil votos que faltaram à vitória da proposta alternativa de Gabeira. Bem comentava um taxista indignado: “fomos governados, por anos, por um garotinho, agora seremos por um rapazinho; o Rio merece destino melhor.”
Só nos resta desejar ao novo prefeito que faça uma administração que supere a partição social e devolva à cidade a visão encantada de mundo que a faz ser maravilhosa.
Sunday, November 2, 2008
Augusto Nunes: O prefeito eleito precisa reaprender a ficar de pé

Cada dia gosto mais do Augusto Nunes, que escreve no JB. Segue parte da coluna de hoje:
A primeira frase do pronunciamento do prefeito eleito obedeceu ao manual da velha política. "Dedico a vitória ao governador Sérgio Cabral", a criatura reverenciou o criador. As palavras seguintes rasgaram o script. Em vez de agradecer aos eleitores, Eduardo Paes orou aos pés do altar do santo padroeiro: "Quero agradecer ao presidente Lula, que soube superar os obstáculos que eventualmente existiram entre nós no passado". Um dos "obstáculos" (que talvez nem tenham existido, ressalva o "eventualmente") foi a acusação reiterada incontáveis vezes pelo deputado do PSDB: "O presidente Lula é o chefe da quadrilha do mensalão".
Já transformado em elogio da vassalagem, o que deveria ser o discurso de vitória afagou no verso seguinte o Primeiro Casal: "O presidente e a primeira-dama, dona Marisa, foram meus apoiadores", arrojou-se ao chão o prefeito eleito. Como Marisa Letícia da Silva não vota no Rio, nem deu as caras durante a campanha, pode-se deduzir que a mulher de Lula ainda não perdoou o feroz parlamentar que, na bancada tucana da CPI dos Correios, acusou seu marido de delinqüente e tentou colocar no banco dos réus o primogênito Lulinha. As súplicas contidas na carta sigilosa enviada a Marisa não surtiram o efeito desejado. Mas Paes não vai desistir.
Ao longo da semana, ele deixou claro que topa qualquer humilhação para redimir-se do que virou pecado. Na quinta-feira, ao sair da audiência com Lula no Planalto, fez de conta que o mensalão nunca existiu. Horas depois, ao percorrer o Congresso em companhia do governador Sérgio Cabral, ouviu a ordem do padrinho quando a dupla topou com o senador José Sarney: "Cumprimenta o nosso mestre, beija a mão dele". Com amáveis tapinhas na mão de Paes, Sarney impediu que se consumasse o gesto indecoroso.
Se não conseguir ficar de pé antes da posse, o prefeito eleito se transformará no primeiro a governar o Rio de joelhos.
Ancelmo Gois
Mesmo abertas as urnas e proclamado o resultado da eleição, Eduardo Paes parece não ter largado os panfletos. Por onde passou ontem no Congresso, falou mal de Fernando Gabeira. Dizia que ele sempre foi do baixo clero e que não saía do fundo do plenário.
Mentiras Políticas
"A pedido do GLOBO, a prefeitura e especialistas de diversas áreas estimaram o valor de compromissos assumidos pelo futuro chefe do Executivo, mesmo naqueles casos em que a maior parte dos recursos sairia da União e do estado. O cálculo mostra que somente 24 propostas somam, juntas, R$ 15,8 bilhões (...)
O caixa municipal deve iniciar 2009 com uma estimativa de investimento de R$ 744 milhões, muitos dos recursos já vinculados a projetos em andamento."
Uma pensa esse estudo não ter sido feito antes das eleições. Temos que aprender a cobrar coerência dos políticos. Temos que identificar os candidatos que mentem. Temos que fiscalizar os eleitos. Estou aqui para isso, fiscalizar Paes, Cabral, Lula, Crivella...
Saturday, November 1, 2008
Leandro Mazzini do JB
Quando Cabral virou o prefeito
Cabe a Paes, agora, garantir ao padrinho fôlego para chegar bem em 2010. A conta Cabral venceu graças a Vladimir Palmeira, Marcelo Crivella e Jandira Feghali. Mas perdeu em cidades-pólo: Caxias, Friburgo, Campos, Cabo Frio e Petrópolis. (...) Quem manda Enquanto Cabral cumpre seu papel de bom diálogo com a União e de captar dinheiro no exterior, o chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, faz na surdina o seu papel. Manda no Estado. O deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj, realizou seu sonho. Também virou o prefeito do Rio. É só esperar.
O PT de Picciani entra no governo
As executivas estadual e municipal do PT tiveram reuniões ontem. A coisa não foi boa. Os dirigentes estão preocupados com os rumos do acordo com o PMDB na disputa do segundo turno porque em vez de o partido entrar no futuro governo municipal, só uma panela foi chamada à mesa para discutir cargos e secretarias.
Jorge Picciani, presidente da Alerj e homem que manda no PMDB, é quem está dando as cartas. Esperto que é, trata com o PT de dos deputados estaduais Rodrigo Neves – derrotado no pleito em Niterói mas fundamental para futuras parcerias – Jorge Babu, que elegeu um irmão vereador, e o deputado federal Carlos Santana, que representa Benedita da Silva e quer emplacar Jurema Batista numa secretaria."
Secretaria para Crivella
Cresce no Rio o burburinho de que o senador Marcelo Crivella (PRB), derrotado na disputa municipal, indicará o futuro secretário de Urbanismo do governo de Eduardo Paes. Crivella não comenta. A conferir. "